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Fernanda Ceneviva
06 August 2007 @ 11:19 am

Exlplicando Jack E.:

O mais famoso serial killer do mundo matou 5 prostitutas no bairro miserável de Whitechapel, East End - Londres, entre agosto e novembro de 1888. Com a precária ciência forense da época, o assassino nunca teve sua identidade descoberta.
Recentemente, a escritora Patrícia Cornwell gastou uns 6 milhões de dólares pra descobrir quem era Jack E., e mesmo assim não convenceu muita gente. O resultado foi o livro "Retrato de um Assassino - Jack, o Estripador: Caso Encerrado"



Vamos juntar alguns garimpos aqui:

Carroll surge como o primeiro suspeito num livro chamado Jack the Ripper: Lighthearted Friend, de Richard Wallace.

O dr Wallace diz que Carroll teve um surto psicótico depois de ser atacado por um homossexual quando ele tinha 12 anos e se tornado um homem irritado. "Ele se fechou num mundo consumido por um único objetivo: vingança na sociedade".
Ele também diz que Carroll costumava escrever no diário com uma tinta roxa, mas nos dias dos assassinatos em Whitechapel, ele escrevia de preto.


O dr cita a ligação entre os crimes e dois poemas de Carroll:
-Jabberwocky (que foi escrito 16 anos antes dos assassinatos, haha)
"The vorpal blade went snicker-snack! He left it dead, and with its head; He went galumphing back."
Isso pode ser uma referência a Anne Chapman, a terceira vítima, cuja cabeça quase foi cortada fora.
-The Hunting of the Snark
"They sought it with thimbles, they sought it with care; They pursued it with forks and with hope; They threatened its life with a railway share; They charmed it with smiles and soap."
Dr Wallace diz que todas as mortas tinham dedais, forquilhas e sabão nos bolsos quando elas morreram e não há alibis pra Carroll nas noites dos assassinatos.

Ele também aponta alguns anagramas em "Nursery Alice" que seriam confissões de Carroll. Felizmente, os anagramas contém erros - como um importante "o" que virou "i" na palavra "Ripper". E, com metade do globo usando o alfabeto ocidental, pode-se fazer anagramas com qualquer coisa.

Mas Dodo-Dodgson não era Jack the Ripper. Não há provas de que ele escrevia com tinta preta, nem que os anagramas são verdadeiros, só conspirações. E como boa carrolliana, sei que ele não era baixo a ponto de matar alguém.

Mas que tudo isso é divertido, é.



Títulos S/A - Vamos por partes...

 
 
Current Music: seal - get it together
 
 
Fernanda Ceneviva
26 March 2007 @ 03:55 pm
Sim, agora temos um pouco mais de tempo pra sentar, pensar e escrever alguma baboseira sem nenhuma utilidade. Nesses últimos tempos, como avisado, fiz uma coletânea de alguns textos que eu gostei, adaptando pra gente, meros titulares de ações num jornal de 5ª. E para evitar maiores problemas, leia-se: "exportação de baboseira".

Acreditem, teve gente que reclamou de ler aqui textos de outros lugares!


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Apesar dos pesares, minhas sessões cinematográficas de quarta não deixaram de ser maravilhosas. Devo confessar que "A Rainha", mesmo em tom monótono, prendeu minha atenção do começo ao fim. Saí do cinema sentindo um ar de realeza, hehe.
Ainda não descobri o porquê de gostar tanto da monarquia. Será que eu nasci na corte e não fui avisada?


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Essa semana eu li (de novo) Alice. Senti tanta falta de Carroll quanto de água num dia quente. Essa grande paixão que eu tenho por ele é explicada, em parte, pelo abuso de jogos lógicos e do nonsense que ele tanto esbanja. Saio em defesa dos bons costumes que ele pregava e luto por preservar intacta a integridade do maior gênio literário. E ai de quem afirmar que ele era pedófilo!

Então, só pra mostrar um pedacinho de nonsense (entenda que nonsense não é "falta de sentido", mas sim uma palavra sem tradução, que significa "o contrário do sentido". Deu pra pegar?) aqui vai a mais famosa charada de "Alice in Wonderland", dita pela March Hare (Lebre de Março) na hora da Mad Tea Party (Chá Maluco), que despertou cabeças filósofas a escrever teorias malucas sobre possíveis respostas:

"Why is a raven like a writing desk?"
(Por que um corvo se parece com uma escrivaninha?)

Uma de minhas respostas preferidas é: "Porque Edgar Allan Poe escreveu sobre ambos". Essa não é a resposta de Carroll, mas sim a resposta de algum bicho grilo muito bom em trocadilhos (meu ídolo, hehe) que participou de um concurso sobre essa pergunta (sim, houve um concurso de respostas).

*Pra entender o trocadilho sem quebrar a cabeça: Allan Poe escreveu o poema "O Corvo". E como ele escreveu? Sobre uma escrivaninha. Entendeu?


A resposta de Lewis Carroll é a seguinte:
"O corvo, como a escrivaninha, pode produzir algumas notas, embora sejam muito chatas, e nunca pode-se ler de trás pra frente" (quando ele diz isso, diz respeito à caracteristica da palavra 'raven' (corvo) que invertida, soa como 'never' (nunca))


É POR ISSO QUE EU AMO LEWIS CARROLL!

 
 
Current Music: guardian - forever and a day
 
 
 
 

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